quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Trabalho, o trigo, e a rosa (Work, the wheat and the rose)

Ou "adultos reclamam. Muito. E isso faz mal."

Houve um professor na minha faculdade que era indiscutivelmente uma pessoa evoluída. Tinha uma visão do mundo diferente, lógica porém sensível. Era capaz de distinguir o que de fato importava do que era supérfluo em uma discussão, e assim nos guiar a um raciocínio mais clínico e desapaixonado.
Das várias coisas que ele me ensinou, uma lição eu nunca esqueci. 

"A sua vida é como uma plantação de trigo e rosas.
Se você colhe só rosas, você morre de fome.
Se você só colhe trigo, você perde a beleza das rosas e se machuca com seus espinhos.
Você precisa saber onde deixar florescer as rosas e onde cultivar o trigo. Deve equilibrar os dois, para não perder nenhum deles.
Ninguém vive feliz só cultivando rosas em sua vida. Ninguém vive feliz só cultivando trigo".

E que palavras sábias seriam estas!

Atualmente, há uma busca desesperada por felicidade e fazer só o que gosta. Eu não sei se é só comigo, mas não compartilho desta caça a felicidade. Não vejo porque devo fazer dos meus hobbies meu trabalho. Todos os lugares em que trabalhei, procurei encontrar algo que me alegrasse. Eu aprendia a me apaixonar pelos aspectos bons do meu trabalho, e assim encontrava forças para encarar os maus aspectos. Quando não encontrava mais este equilíbrio, eu procurava outro trabalho. Para mim, é assim que deve ser. Já trabalhei em locais difíceis, onde todos os dias me perguntava se deveria estar ali, aonde aquela função me levaria. Mas continuava fazendo meu melhor, e procurando coisas boas. 

Vejo muitos jovens frustrados com seus trabalhos, porque não estão fazendo o que queriam fazer, não estão recebendo o que acham que lhes é direito. Lembro nestas horas de um livro que li que dizia "só quem manda faz o que quer. E na verdade, isso é uma ilusão: ele fará o que precisa fazer". Ou seja: nem mesmo quem está chefiando poderá dizer que está fazendo o que quer, pois ele é mandando pelo mercado a quem é submisso. Para os alternativos, que buscam outra forma de ver a vida, isso é ainda mais dramático. Pense: se você conhece alguém que é tão feliz em seu trabalho, a ponto de causar inveja, reflita: de onde vem aquela felicidade? Será que ela é real?

Eu sou naturoterapeuta. Trabalhar com terapias alternativas, desde menina, sempre foi meu sonho. Mas quando resolvi trabalhar com isso, passei tanta necessidade e tive tantas experiências ruins, que comecei a ter raiva do que fazia. Ninguém é feliz quando passa por dificuldade financeira, mesmo fazendo o que gosta! E insistir só me desgastou, ao ponto de adoecer seriamente. 

Eu me alegrava quando ajudava pessoas, mas sofria por não conseguir nem mesmo o básico para minha vida. Quando percebi que estava insistindo em algo que amava mas me prejudicava, lembrei das palavras do meu professor. Eu queria só colher rosas. E isso não era possível. Parei imediatamente de me machucar com cobranças. Hoje, tantas são as cobranças pela felicidade, pelo trabalho perfeito, pelo sucesso, que nunca os alcançamos! Eu aceitei que o que é dificil me educa e me fortalece. Então poderia ser feliz apenas por estar trabalhando, não no que sonhava, mas que estava me ensinando a ser melhor. 

Se você trabalha num lugar ruim, que te faz mal, pense: o que te faz mal? É seu chefe? Seus colegas? O tempo que leva até chegar lá? Muitas vezes, você só enxerga o problema, e assim não consegue pensar numa solução. Eu, p.e., pego 3 hrs de ônibus, muitas vezes de pé, para chegar ao meu local de estudos. Neste período, ouço música, medito, leio livros. Aproveito cada minuto que respiro para evoluir, não para reclamar. Pense no que você pode fazer. 

“O tipo de vida que levamos é a maneira que o Criador tem de nos preparar para cumprirmos nosso destino único e pessoal. A vida nos oferece todo tipo de circunstancia, algumas terríveis, como se fossem blocos de construção mal encaixados no mosaico da vida. Enquanto não começarmos a trabalhar com esses blocos, não conseguiremos ver o panorama geral, ou seja, que todos eles são essenciais à composição do singular e glorioso retrato da vida de cada um.” A ARTE DA GUERRA PARA MULHERES (2003, pg.57).

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Or "adults complain. So much. And that's bad."



There was a professor at my college who was arguably an evolved person. He had a different worldview, sensitive but logic. he was able to distinguish what really mattered what was superfluous in an argument, and so guide us to a more clinical and dispassionate reasoning.

Of the various things he taught me a lesson I never forgot.

"Your life is like a wheat field and roses.
If you only reap roses, die of hunger.
If you only reap wheat, you lose the beauty of roses and hurts with its thorns.
You need to know where to leave the roses bloom and where cultivate wheat. Must balance the two, not to lose any of them.
Nobody lives happy just growing roses in your life. Nobody lives happy just cultivating wheat. "

And what are these wise words!

Currently, there is a desperate search for happiness and do only what they like. I do not know if it's just me, but do not share the happiness of this game. I do not see why my hobbies my job. Everywhere I worked, I tried to find something to rejoice me. I learned to fall in love by the good aspects of my work, and so find the strength to face the bad aspects. When not find more this balance, I was looking for another job. For me, this is how it should be. I have worked in difficult places where every day wondering if I should be there, where that function would take me. But still I am doing my best, and looking good.

I see many young people frustrated with their jobs because they are not doing what they wanted to do, are not getting what they think they are right. I remember these times of a book I read that said "only the boss does what he wants And indeed, this is an illusion:. He'll do whatever needs doing." In other words, even who is leading can tell he's doing what he wants because he is sending the market who are submissive. For alternative, seeking another way of seeing life, this is even more dramatic. Think: if you know someone who is so happy in his work to the point of envy, think: where does this happiness? Is she real?

I am naturopath. Working with alternative therapies, since childhood, has always been my dream. But when I decided to work with this, I need so much and had so many bad experiences, I began to be angry about what he was doing. Nobody is happy when going through financial difficulty, even doing what you love! And just wore me insist, to the point of becoming ill seriously.

I reveled while helping people but suffered for not getting even the basics for my life. When I realized I was insisting on something she loved but I hurt, I remembered the words of my teacher. I just wanted to gather roses. And that was not possible. I stopped immediately to hurt me with charges. Today, so many are the charges for happiness, the perfect job, the success that never reach them! I accepted that it's hard educates me and gives me strength. Then it could be happy just to be working, not what he dreamed, but that was teaching me to be better.

If you work in a bad place, it makes you sick, think: what makes you ill? Is your boss? Your colleagues? The time it takes to get there? Often, you only see the problem, and so can not think of a solution. I, eg, caught 3 hrs by bus, often standing, to get to my place of study. During this period, I listen to music, meditate, read books. I enjoy every minute I breathe to evolve, not to complain. Think about what you can do.

"The kind of life we lead is the way the Creator has to prepare to fulfill our unique and personal destiny. Life gives us all kinds of circumstances, some awful, like bad building blocks embedded in the mosaic of life. Until we begin to work with these blocks, we can not see the big picture, namely that they are all essential to the unique composition and glorious picture of the life of each. "THE ART OF WAR FOR WOMEN (2003, pg.57 ).


domingo, 13 de setembro de 2015

Barbies nada convencionais (Unconventional Barbies)

Quem conviveu comigo na faculdade, sabe que eu tinha uma expressão para definir a Barbie: lixo capitalista. Odiava a Barbie, arrancava a cabeça dela quando pequena! Queria a Susi. Ela era morena, tinha lindos olhos, e era mais acessível! A Barbie sempre usava saltos, e a irmã dela, a Skipper, não. Então minha mãe me comprou uma Skipper. Adorava e fiquei triste quando tive de doa-la (meninas que viram mocinhas, na minha família, tem que doar suas bonecas. Hoje não fazem mais isso). 
Who lived with me in college, know that I had an expression to define the Barbie: capitalist waste. I hated Barbie, pulled her head as a child! I wanted Susi. It was brunete, had beautiful eyes, and was more affordable! Barbie always wore heels, and her sister, Skipper, no. Then my mother bought me one Skipper. I loved and I was sad when I had to donate it (girls saw womens in my family, have to give their dolls. Today no longer make it).

Adoraria que quando criança tivesse Monster High! Pena que só tinha Barbie e fofolete! Para se ter uma ideia, eu ganhei o jipe do G.I.Joe, porque não gostava de nada rosa, e o carro da Barbie era rosa (queria o Falcon também, mas não me deram...).
I love as a child had Monster High! Too bad I only had Barbie and Fofolete! To get an idea, I won the GIJoeJeep because I don´t like anything pink, and the Barbie´s car was pink (wanted the Falcon too, but did not give me ...).

Mas o tempo passou, e eis que estava pesquisando sobre bonecas alternativas (uma vez que descobri que vendem bonecas tatuadas nos EUA!) e achei estas Barbies e outros modelos, bem diferentes. Adorei e resolvi compartilhar com vocês. 
But time passed, and behold, was researching alternative dolls (since discovered that sell tattooed dolls in the US!) and found these Barbies and other models, very different. I loved it and decided to share with you.

Versão photoshopada, mas curti muito!

Divônica! Rainha dos Aliens

Zombie Boy! Eu quero!


Edição comemorativa do Hard Rock Cafe

De cabelo curto e preto! Nunca tinha visto!!!

Uma princesa indiana

Versão capa de Sabrina, ri demais!

Repare na estampa do vestido. A maquiagem também merece destaque.

  
Esta foi amor a primeira vista!!

Uma versão cadeirante

Linda e sombria

Linda e sombria (2)

Versão hawaiana

Vampira!

<3

Fantasmagórica

Góticas!!!

Mais vampiresca!

Linda neste estilo vitoriano

Outra do Hard Rock, versão negra!

Versão glam!!


Negra, de kimono e um mix de orientalismo!!! Minha favorita!

Barbie de Debbie Harry com a roupa do clipe da música Call Me, Joan Jett com a roupa de I love Rock n’ Roll e Cyndi Lauper com a roupa de Girls Just Wanna Have Fun
Uma versão ruiva e diva, também nunca tinha visto 

E aí, curtiu alguma? Acha que brinquedos devem ser mais diferentes? 
So, you like some? Think toys should be different?

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Jabô vermelho

Red jabot

Estas fotos são um pouco antigas (reparem pelo cabelo). Mas eu gostei muito do look, e acho válido mostrar.
A capa é da China, comprada há tempos, que anda meio pequena depois que encolheu na secadora. A calça comprei na Havan, é de sarja resinada. A camisa de tricoline branca foi presente da minha mãe, e também é dela esta echarpe de lã, que dá um efeito de um jabô. Botas de veludo preto Moleca e um batom vermelho vinho, da Natura. Cabelos presos para ficar mais andrógino. Nem me recordava, mas estava com as unhas pintadas de azul.





Eu tenho uma séria dificuldade em encontrar uma capa do tamanho correto a um preço justo, e que seja impermeável e quente. Pretendo eu mesma costurar uma - assim que aprender a tirar moldes e conseguir um espaço razoável na minha residência. Acabo pesquisando muito e gostando de muito pouco. Agora que descobri novos brechós em Curitiba, pretendo ir e pesquisar neles. Em Porto Alegre, onde morei, tinha vários. Aqui há uma rua com muitos deles, mas por serem bem visados, casacos estilosos desaparecem. Ainda mais em tamanhos grandes. Mas quero evitar comprar da China a todo custo, então vou continuar a procura.
E você? Gosta de usar este tipo de casaco?
Beijos!

These photos are a bit old (notice the hair). But I really liked the look, and I show valid.
The coat is from China, purchased long ago, walking through little after shrunk in the dryer. The pants bought in Havan store, is resin-coated twill. The white poplin shirt was a gift from my mother, and it is also this wool scarf, which gives an effect of a jabot. Black velvet boots Moleca and a red wine lipstick, Natura. Hair pulled back to become androgynous. I not remember me, but I was with her nails painted blue.
I have serious difficulty finding a coat of the correct size at the right price, and it is waterproof and warm. I intend to sew a same - so learn to make molds and get a reasonable room in my house. Just researching a lot and enjoying very little. Now I discovered new thrift stores in Curitiba, I plan to go and search them. In Porto Alegre, where I lived, I had several. Here there is a street with many of them, but because they are well targeted, stylish coats disappear. Especially in large sizes. But want to avoid buying from China at all costs, so I'll continue the search. And you? Likes to wear this kind of coat?
Kisses!


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

50 fatos sobre mim

A Aninha, do blog Dias de Cheshire, publicou um post intitulado "TAG: 50 fatos sobre mim". Achei interessante as respostas dela e quis responder também.
Vejamos:

1. Tenho TOC de organização e limpeza
2. Adoro animais, de gatos fofos a aranhas, passando até por lacraias e lesmas
3. Entretanto, ODEIO baratas
4. Sou viciada em doces. Sobretudo se tiver coco
5. Já fui noiva antes de casar, e não casei (longa história)
6. Adoro silêncio
7. Adoro mantras indianos também
8. Adoro rotina também, porque nunca tenho :P
9. Não gosto de cor de rosa - só o tom de cereja e olhe lá!
10. Sou aristocrática - nasci em Realeza...interior do Paraná hehehe
11. E por isso sei alimentar galinhas
12. E pretendo criar um dia, na minha casa, umas duas ou três
13. Já cogitei ser engenheira de aviação
14. Mas me apaixonei pela Biologia!
15. Caí de uma árvore quando menina e levei 40 pontos
16. Minhas cólicas no período menstrual eram tão fortes que um dia desmaiei na faculdade
17. Dezessete e oito eu considero meus números de sorte
18. Tenho alergia a vinagre!
19. Adoro brincar de esconde-esconde
20. Não sei jogar truco e nem adianta tentar me ensinar!
21. Fui campeã de judô quando tinha 12 anos
22. Entreguei minha virgindade aos 15 (eu não perdi, eu sabia onde ela estava hehehe)
23. Fiz aulas de etiqueta social e à mesa (desaprendi muito)
24. Meu pai é viciado em chocolate. Eu já fui, mas agora aprendi a controlar
25. Tenho medo de altura
26. Mas adoro montanhas russas!
27. Já vendi meu cabelo e nem rendeu muito
28. Apesar de ter carteira de motorista, nunca dirigi na rua
29. Sou uma pessoa muuuuuuito visual, adoro coisas coloridas
30. Adoro mexer com plantas medicinais
31. A única vez que ganhei um sorteio eu levei umas miniaturas de perfumes. Guardo todas até hoje.
32. Adoro imagens de anjos e cristais. 
33. Adoro alho poró
34. A primeira vez que pintei o cabelo tinha 13 anos
35. Durmo menos de 7 hrs por dia e me sinto ótima. Se dormir mais que 8, fico letárgica.
36. Gosto de bichos de pelúcia exóticos, como camaleões
37. Coleciono revistas Manequim dos anos 90
38. Não gosto de tapetes sintéticos. Me dão alergia! Tenho raiva!
39. Minha primeira tatuagem foi um pentagrama aos 18 anos
40. Uma vez, empurrei um caminhão na BR sozinha. Tinha 8 anos.
41. Usei óculos durante um ano. Ainda os guardo para o futuro.
42. Minha irmã é 12 anos mais nova que eu
43. Fiz um curso express de socorrista, e já usei várias vezes!
44. Falo comigo mesma na minha cabeça o tempo todo. E ela responde.
45. Em casa só ando descalça, mesmo no inverno
46. Se uso o Google Earth, passo mal e fico enjoada!
47. Adoro estudar filosofia
48. Se me acordam no susto, tenho enxaqueca
49. E quando chove forte, também tenho
50. Procrastino bastante - mas consegui terminar esta lista (Todos comemoram!)

E aí, que achou?
Beijos


 Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

domingo, 6 de setembro de 2015

1o Encontro Strega Fashion - Curitiba/PR

1o Meeting Strega Fashion - Curitiba/PR


Olá!
Tivemos neste fim de semana o primeiro encontro do grupo Strega Fashion Brasil, organizado pela Aninha, do Dias de Cheshire. O local foi o Bosque Gutierrez, no bairro Vista Alegre de Curitiba. E foi mesmo uma vista alegre, de encher os olhos!
Conheci muitas meninas bacanas, dei muita risada, aproveitei a natureza gostosa, e tentei fazer uns cupcakes sem glúten para o pessoal experimentar (obrigada pelas críticas, meninas! Prometo melhorar no próximo!). Ver tantas mulheres unidas por um estilo foi algo interessante e que me fez pensar sobre muitas coisas da cena alternativa. Pena que não pude ficar muito!
Espero que gostem das fotos e do vídeo que fizemos com uns "visitantes" que tivemos, de maneira inesperada mas maravilhosa. Confira!
Obs: Fotos de diversas meninas do grupo e minhas também.

Hello!
We had this weekend the first meeting of the group Strega Fashion Brazil, organized by Aninha, from the Days of Cheshire blog. This place was the Bosque Gutierrez, in the Vista Alegre neighborhood of Curitiba. And it was a cheerful sight, to behold!
Met a lot of cool girls, gave much laughter, I took the hot nature, and tried to make a gluten-free cupcakes for personal experience (thanks for the criticism, girls! I promise to improve next!). See so many women united by a style was something interesting and made me think about a lot of things alternative scene. Too bad I could not get much!
I hope you enjoy the pictures and video we did with some "visitors" who had, in an unexpected but wonderful way. Check out!
Note: Photos of several girls in the group and mine too.

Se reunindo na beira da escada, Sempre levo sacolas biodegradáveis para o lixo (fica a dica!). 




















  



 Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

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