domingo, 12 de julho de 2015

Uma mistura que não deu certo

Um dia mais ameno, resolvi arriscar usar um visual que queria a muito tempo. Uma mistura de geek com goth. 

Misturei a camiseta do Super Mario, uma das minhas favoritas, velhinha já, com uma calça de sarja resinada. Esta calça me deu um trabalho...Quando ela chegou, notei um defeito no cós. Tive de levar na costureira para tirar e colocar um elástico largo, fechado com fecho de sutiã, para poder ficar certinho. Só que isso interferiu no caimento da calça, que achatou meu bumbum e ficou estranha, além de incomoda para sentar. Vai para doação, infelizmente.

De complementos, usei uma gargantilha de spikes que eu mesma fiz; o colar com cruz egípcia, a botinha de veludo, já velha por aqui, e um batom cor de vinho, da Abelha Rainha, que pretendo mostrar em detalhes, pois é muito bonito.

Desculpem as poucas fotos, mas ver esta calça me deprimiu (risos).


De frente (1)

 De frente (2)

De costas, com a calça deformando meu bumbum

Ter de doar esta calça me deixou muito chateada. É dificil quando você encontra uma peça que te agrada muito, mas ela não dá certo...

E você? Também já comprou algo que amou, mas não pode usar?


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Um cosplay, uma casaca

Eu estava a caça de um casaco longo com uma modelagem diferenciada, para poder usar a qualquer hora. Não encontrei nenhum que me agradasse, até encontrar este, que é parte de um traje de cosplay. Pensei que, na dúvida, poderia utilizar para este fim, então comprei.


 
Cosplay da personagem Maka Albarn, do anime Soul Eater

Bom, o fato é que não serviu como queria. Ele ficou curto. A saia nem pude pensar em aproveitar, de tão curta; a gravata é ruim e a camisa por baixo não fechava. Não foi erro de medidas na compra, porque o casaco fechou direitinho. Foi culpa da modelagem, acredito.

Levei a uma costureira, pedindo então que cortasse até onde mantivesse o caimento do casaco, sem prejuízo da parte de trás, por causa da costura. Ela tirou o detalhe branco das mangas, que era bem incomodo, e utilizou um dos botões para fazer mais uma casa e fechar melhor o casaco. Ficou parecida com uma casaca, me disseram. Eu gostei muito do resultado. 

Usei esta casaca com uma calça jeans justinha, preta. Um blusa roxa, e uma bota de veludo que vocês já viram antes. Me senti uma amazona (risos). De acessórios, alguns em roxo, outros em preto. E um toque de azul.

De frente

De costas

Foto com charminho

Anel com pedra azul, sintética

O Claddagh e um anel minimalista que aprecio muito

Detalhe dos brincos de pedras roxas e o ear cuff

Make com batom marrom escuro e kajal nos olhos. Pretendo fazer uma resenha dele, assim que possível.

Colar de cruz egípcia e com uma obsidiana, também chamada de pedra das estrelas, por parecer um céu estrelado. Ela tira energias negativas depositadas sobre a pessoa. Tenho usado bastante.


Penso em adquirir outros cosplays para adaptar para uso diário. O difícil é encontrá-los aqui no Brasil, pois muitos vem da China e não queria cair nesta opção. Mandar fazer seria uma opção, mas muitas costureiras só fazem consertos, e estou com dificuldades de encontrar uma que saiba costurar cosplays. Vou ter de pensar como levar isso adiante.
E você? Também adapta roupas para ocasiões especiais?



Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fazendo DIY - bolsas

Eu tinha várias bolsas e uma pasta bem comuns que usei muito tempo, mas por falta de interesse estavam encostadas. Resolvi customiza-las. Mas não tenho muita destreza, então eu faço coisas pequenas e fáceis. Eu fotografei superficialmente, apenas para dar a idéia da execução.

Bolsa antes de customizar. Ela é de sarja vermelha com alças de sintético marrom escuro.

Fiz um molde de papel durinho para pintar na bolsa.

Usei esmaltes pretos que estavam parados em casa, quase vencidos. Fui pintando, depois acertava o desenho com caneta permanente. O resultado...

Foi este. Fiz só de um lado, porque o outro eu fiz uma aranha pequena, sozinha. Assim posso usar a bolsa de noite, no lazer, e no trabalho, quando for mais formal. Alguns ficaram tortinhos, mas quando a bolsa estica, eles ficam melhores.

Estes camafeus eu comprei um lote. Eu pretendia fazer gargantilhas para vender, mas acabei desanimando e fiquei com o estoque em casa. Resolvi usar.

Detalhe das rosas. Ao vivo são ainda mais lindas.

Aqui a bolsa de verniz onde colei o camafeu, com bastante cuidado, usando super bonder. Ficou bem legal.
  
E esta pasta era preta, lisa, sem detalhes. Eu tinha estas caveiras em casa, que sobraram de uns artesanatos que tinha. Colei com cola quente.Vivem caindo, mas vivo colando (risos). 

Eu curti muito meus DIY, embora não tenham ficado muito chamativos ou profissionais. Mas é o que consigo fazer, então me dou por satisfeita. Talvez se pesquisasse mais, fizesse coisas melhores.

E você? Gosta de DIY?

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium,

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Promessa steampunk

Escrevi um post para um dos projetos que faço parte, onde mostrei uma concepção de um visual "expedicionária steampunk", baseado em uma saia longa. Era este look:

Concepção de minha autoria, está no Polyvore. 

Bom, prometi vestir o visual e fotografá-lo. E aqui está ele: 

De perto

De longe

 
De longe (2)

Bem de perto, mostrando a gola

Os brincos de gota

E a bota, com a meia opaca para aquecer.

Tomei algumas liberdades no visual. O chapéu está ok, a blusa também, mas amarrei de forma diferente, de lado. A saia é de camurça falsa, só não tem os botões. A bota não é o coturno, mas é uma de veludo. E como um toque a mais, coloquei um corset sobre a blusa, de estampa risca de giz. Eu achei que ficou bem caracterizado dentro da proposta steampunk que tinha pensado antes. A única coisa incomoda foi que passei frio nos braços - esqueci de levar um cardigã. Mas fora isso, sem problemas. Não usei maquiagem: não tive tempo, estava atrasadíssima. Tanto que fiz as fotos ao voltar do meu compromisso.

Gostou? Fiquei feliz de incorporar um pouco do steampunk no meu visual diário. E você? Já tentou fazer isso também?

 Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Um toque dandi

Tem dias que eu acordo tão feliz que a inspiração se faz presente em outras coisas. Neste caso, no meu visual. Eu gostei muito - acho que foi um dos poucos que me agradou 100%. Nem mesmo ter passado o delineador errado em um dos olhos me tirou o bom humor.

A roupa era simples: jeans flare e regata branca. Aí me recordei de um colete preto que tenho, escondidinho no armário. Para um toque a mais, coloquei um broche de camafeu que tenho como pingente. Batom vermelho da Natura - presente mais que aprovado - e delineador Violeta Impact da Avon, que eu tinha antes de saber que testavam em animais. Não vou jogar fora, porque seria muito errado desperdiçar a esta altura. Mas quando acabar não pretendo comprar de novo. Nos pés, sapatilha preta e meias escuras. Tudo bem descomplicado. 


Pose 1

Pose 2

Pose de pássaro (risos)

Delineado violeta diferente de um olho para outro

O camafeu. Passei o alfinete dele dentro da argola da cruz que sempre uso, e prendi com um elástico de cabelo bem fininho


Muitas pessoas neste dia implicaram comigo, afirmando que meu visual não parecia gótico. Olhei no espelho e concordei. Nem por isso deixei de gostar dele. O fato de não estar vestindo cruzes e spikes por todos os lados não diminui meu gosto por gótico. E acredito que ser livre, sobretudo no se vestir, anda incomodando tanto algumas pessoas, que elas estão cada vez mais agressivas.

Eu tenho pena. Estava até comentando outro dia com um amigo sobre isso. Se eu ficar revoltada e triste, vai ser uma perda de tempo, pois as pessoas ignorantes não vão mudar o jeito de ser comigo por causa disso. Elas estão presas a convenções e são escravas de padrões, e isso é digno de pena.

Ser feliz frente ao espelho, se aceitar, é uma meta de vida. E eu atingi, mas a longo prazo e grande preço. 


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.


sábado, 27 de junho de 2015

Cyberpunk e seus filhos - steampunk, dieselpunk, e outros (parte 4)

Já falamos aqui neste blog sobre o Decopunk, o Atompunk, o Cyberpunk, e hoje vou comentar sobre o novíssimo Apocalipunk. Tão novo que não aparece em buscas do Google - o termo veio a tona através de discussões sobre o filme Mad Max Estrada da Fúria.

O Apocalipunk muitas vezes se funde ao Stonepunk. Stonepunk refere-se a obras que se passam durante a Idade da Pedra em que os personagens utilizam tecnologia neolítica construída a partir de materiais mais ou menos consistentes com este período de tempo, mas possuindo complexidade e função anacrônicas. Os Flintstones, seus vários spin offs, e os Herculóides se enquadram nesta categoria, bem como 10.000 aC e Noah. Exemplos literários incluem A Volta à Idade da Pedra de Edgar Rice Burrough  e A terra que o tempo esqueceu, de Jean M. Auel da série "Filhos da Terra", e Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne.

Já o Apocalipunk é muitas vezes confundido com o Stonepunk, mas tem períodos distintos. O Stonepunk refere-se a Idade da Pedra, e o Apocalipunk refere-se ao período pós apocalíptico da Humanidade, que pode se passar em qualquer tempo na nossa cronologia. O aspecto pedregoso, cheio de pó, uso de ferramentas rústicas de pedra e ossos, peles e tecidos em teares rústicos são característicos em ambos, mas o Apocalipunk utiliza ferragens, pregos e elementos metalizados torcidos, estragados, restos das vestimentas de nossa civilização.

  
Comparação entre Apocalipunk e Stonepunk. O Stonepunk é rústico e desconstruído, o Apocalipunk utiliza restos que foram um dia íntegros. Fonte: Google Imagens.

Outras obras do Apocalipunk, além de Mad Max, incluem Nausicaa do Vale do Vento, Conan o garoto do futuro, A máquina do tempo, Wall-E, Elysium, O livro de Eli, Equilibrium, e livros como Estrada Vermelha, Estrada de Sangue, Admirável Mundo Novo, 1984 (Excelente!!!!), Maze Runner, e Delirium, além de vários games. Existem muitas opções do gênero.

O Apocalipunk se diferencia do Cyberpunk porque aqui, a tecnologia não existe mais. Volta-se a uma fase primitiva. Não há mais energia elétrica, computadores, celulares. Não há mais organização social como conhecemos. 

Como utilizar o Stonepunk e o Apocalipunk no visual?


O Stonepunk é irreverente e sensual por natureza. Pede camurças (falsas, é claro), amarrações simples, estampas de bichos, acabamento em pontas, rusticidade. E ossos, sobretudo de dinossauros. Bastante ousado, para situações mais casuais ou escritórios mais descontraídos.


Fonte: montagem própria no Polyvore.

Já o Apocalipunk pede roupas rasgadas, puídas. Praticidade - ninguém quer carregar bolsa numa tempestada de areia! - e peças com dupla função. Aqui, o lenço protege mas também intimida, junto da blusa e das caveiras. Peças fáceis de tirar e resistentes. Óbvio, não é para escritórios formais. Talvez com uma calça preta reta...e com bastante ressalvas.

Fonte: montagem própria no Polyvore.

E você, conhecia o Stonepunk e o Apocalipunk? 



Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Pisando de leve nos anos 70, e fundo nos anos 90

Quando eu era menina, lembro de assistir Sailor Moon na Manchete, e ver uma das personagens usar gargantilha. Nos anos 90 era moda - a Willow, do seriado Buffy, usava bastante, lembram? - e o uso dela marcava alguns personagens da época, como a Mathilda, como foi comentado aqui.

Eu amo gargantilhas, embora elas me deem trabalho para usar, devido a cicatriz que tenho no pescoço - se ela roçar em cima, fico toda empipocada. Além disso, dependendo do veículo que estou, o uso dela me deixa enjoada! Por isso, uso só modelos fáceis de tirar e colocar rapidamente. Coisas da vida.

E neste dia, mais ameno dos que estão fazendo nos últimos tempos, resolvi usar uma das minhas favoritas. Para ser bem sincera, eu tenho várias, mas a que mais gosto é esta, de cruz antiga e veludo preto. A cruz não incomoda, mesmo ficando sobre a cicatriz. A blusa é transparente atrás, o que me permite mostrar minhas tatuagens, e tem mangas de lã, que dobrei por causa do calor súbito que fez. A calça jeans é flare, ou boca de sino, que adoro, mas neste dia cometi um erro enorme: ao invés de colocar a órtese por baixo, coloquei por cima da calça e ficou terrível. Culpa da pressa. Nos pés, uma botinha super simples de veludo. Ficou um ar meio anos 70, meio anos 90.


De frente


De costas, com a parte transparente


Nas mãos, meu anel Claddagh, um anel de pedra roxa, outro de pedras vermelhas bem redondo e o anel de gatinho. Nos lábios, um batom cereja da Natura, presente que eu não teria escolhido porque não gosto de rosa. Mas este tom me agradou muito, para minha surpresa.

Gargantilha e batom. Este batom receberá resenha, porque vale a pena comentá-lo.

 
Anel de pedra e Claddagh

Anel de pedras vermelhas e gatinho

Com este visual, me senti de novo nos anos 90, naquela época divertida e que lembro cheia de saudades. Saudades daquela menina que corria para a frente da TV para ver colegiais indo a luta com monstros, usando roupas bem coloridas e vivendo romances. São lembranças boas, queria ter mais vezes.


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

domingo, 21 de junho de 2015

Decoração gótica fácil

Eu sou daquelas pessoas que adoram fazer itens para decorar a casa, mas não nasceu com a necessária destreza. Se for algo difícil ou muito complexo, é certeza que vou desanimar e não vou terminar, ou não conseguirei fazer e vou jogar fora. Sempre que encontro boas ideias de decoração, eu guardo numa pasta, para quem sabe um dia executar. E estas abaixo eu gostei muito e quis compartilhar.


Uma ideia boa para festas ou para mesas: basta forrar copos com papel contact. Para quem tem mais destreza, pode fazer com papel e impermeabilizar com cola branca.



Adoro DIYs que reaproveitam coisas, como este que aproveita CDs. As contas são bolas de gude, mas poderiam ser contas de miçangas ou outras de fazer bijuterias.



Esta árvore é feita de papelão e centros de rolos de papel higiênico! Sério! 


Lindo! Para várias ocasiões, um centro impresso e uma aplicação nas laterais.



Esta é mais nível mais difícil, mas muitas peças de MDF com este desenho podem ser encontradas na internet a venda. 



Amei muito isso! Um aranha com gliter, uma renda que sobrou e uma moldura comprada pronta


Um conceito dark mas mais minimalista, valorizando o contraste


A Gio fez um tutorial aqui, muito legal, explicando sobre como fazer ideias como estas.


É um bolo, mas visualizei como ficaria legal uma caixa forrada assim, com papel contact e flores de renda

DIY Glitter Goth Halloween Art at Sweet Rose Studio
Fofo e fácil, tutorial aqui


Essa ideia reciclável e muitas outras fáceis aqui


Velas são sempre legais, tutorial aqui


Um caminho de mesa fácil: se tiver uma renda bonita sobrando em casa, basta costurar ou colar com cuidado com cola de tecido sobre uma tira transparente


Com rolos de papel higiênico de novo, tutorial aqui


Aqui, um tutorial mais complexo para fazer um biombo. Usando um tecido preto transparente ou um tecido estampado em preto e vermelho, fica muito bonito! 

E aí, gostou das ideias? Também gosta de DIY? 
Beijos!


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

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