domingo, 14 de dezembro de 2014

Stereotypes of goth - the Trad Goth

Estava atrás de inspirações para outros posts, quando vi esta série, criada por Trellia (Megan Balanck) no Deviant Art. Achei tão fofinhas as artes, que resolvi colocar um por semana aqui. Embora eu não curta esteriótipos, é divertido ver as descrições e os desenhos. Deu até uma nostalgia!

Começando pelo mais tradicional: (aceito correções, porque meu inglês é meio fraquinho)...


O Trad Goth
O gótico original. Se eles realmente são dos anos 80 ou não, os Trad Goth mais valorizam a cena tradicional desde os seus primeiros anos, quando começou a evoluir do Punk. 
Trad Goth veneram bandas originais góticas - Bauhaus, Siouxsie and The Banshees, The Birthday Party, The Sisters of Mercy, e qualquer coisa que tocou no infame Batcave Club. Outras bandas influentes (p.e. The Velvet Underground) também pode ser reverenciadas como divindades menores. 
A moda é, naturalmente, baseada no olhar a partir deste período, que em si foi fortemente influenciado pelo punk - meias arrastão, jaquetas de couro, piercings - vícios em maquiagem pesada, cabelos ENORMES, e os pouco ocasionais apetrechos de bondage. E, é claro, muito preto. Quando não ouvem a sua coleção de discos extensa, Trad Goths podem ser encontrados desfrutando de um Snakebite & Black, e cigarros de cravo no pub ou clube goth local. 
Infelizmente, Trad Goth muitas vezes acreditam que o gótico está, apropriadamente, morto, e a cena moderna pouco consola muitas vezes. Novos gêneros musicais goth como EBM são, talvez, a sua maior implicância.

E ae? Que achou? Eu identifiquei coisas que faziam parte do contexto que me inseri quando menina, lá por 1994 (pois é...). O cabelão, a maquiagem e o cigarro eram figuras carimbadas. Lembro do Robert Smith fazendo história dentre meus amigos, muitos querendo copiar o visual, roubando a camisa do pai e o laquê da mãe. Bons tempos!

E você? Que achou da arte da Trellia? Curtiu?


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Analisando - Helena Bonham Carter

Helena Bonham Carter é uma atriz britânica de 48 anos. Bonham Carter fez sua estreia em filmes na obra A Pattern of Roses, antes de aparecer em seu primeiro papel protagônico como Lady Jane. Casada com o excêntrico diretor Tim Burton desde 2001, conhecida pelo público por suas interpretações em Clube da Luta, A Noiva Cadáver, Belatrix Lestrange e a Rainha Vermelha na nova versão de Alice, dentre outros.

Helena é uma das atrizes mais chamativas do tapete vermelho, e não é a toa. Ela sempre não dá a minima para tendências ou o que acham que é coerente. Normalmente, ela aparece na lista de mais mal vestidas, o que acho injusto. Ela tem um estilo próprio, qual o problema?

Analisando o estilo de Helena, encontro muitas coisas interessantes:
1 - Repetir acessórios é um problema...para as outras mulheres!
Helena não tem medo de repetir a bolsa ou outro acessório. E ela está certíssima, esta bolsa merece aparecer sempre!


Papai Noel, aceito este bolsa no Natal!


2 - Uso de tecidos de impacto:
Tecidos brilhantes de estrutura firme conferem um efeito chique e mantem os drapeados, sem ficar desengonçado. Dispensam bordados ou pedrarias. E realçam a pele clara.


E claro que um decote valoriza o colo bonito!


3 - Acessórios originais:
A clutch de boca se tornou famosa. É ótimo quebrar um look mais sóbrio com algo diferente. E claro, ela não tem medo de repetir a dose!


E usar abotinados com este vestido foi uma sacada genial!


4 - Conjuntos não precisam ser caretas!
Helena gosta de xadrez estilo tartan escocês. Usa em conjuntinhos, mas dá os toques de vanguarda: fascinator, abotinados, estrutura diferente...


E repetindo o sapato!


 5 - Acessórios diferentes e tops espartilhados:
A estrutura do top em forma de espartilho, uso de meias e leque, e esta carteira que foi só amores...Toques sutis mas que fazem muiiiita diferença!


E olha que nem falei das luvas super diferentes!


6 - Cabelo é para se divertir!
A rainha do fascinator é a Kate Midleton, mas a rainha do uso alternativo é a Helena! Ela sabe sustentar o acessório (que pede altivez de quem usa). E quando não usa um acessório, prende os cabelos de várias formas diferentes, sempre despojadas. Nada de formalidade demais com o penteado.


Tinha tanta foto dos cabelos que escolhi o Top 3 hehehe



7 - Sobreposições e pauperismo:
Helena sobrepõe o que tem vontade de usar na hora, independente se combina ou não. Fá de uma estrutura larga, cria um estilo conhecido nos anos 90 como pauperismo (uma referência ao uso de peças de brechó e ausência de combinações visuais óbvias).


E o uso de abotinados nisso tudo.


8 - Toques vitorianos:
A casaca, a cartola, o espartilho sobreposto...Referências ao vitoriano que eu adoro!

Foi por causa dela que comprei uma casaca! Espero mostrar futuramente!


9 - Camadas e drapeados: Se pensaram que a Lady Gaga lançou moda com roupas de estilistas que quase ninguém usava, tem de lembrar que Helena também faz isso e há tempos! Vestidos de corte diferenciado, com camadas de tecidos diferentes, tule, sem regra rígida, fazem um estilo muito peculiar;




10 - e por fim, o que eu acho o máximo! No detalhe do vestido acima...


Sapatos de duas cores diferentes!!! Demais!!!


Eu adoro o estilo dela e sempre que quero "limpar a mente" das inspirações que sempre tenho no computador, recorro a fotos dela. São um sopro de criatividade. Embora eu não tenha nem um terço da ousadia desta mulher sensacional.

E você? Usaria alguma peça do guarda roupa de Helena? Comente!
Fontes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

sábado, 6 de dezembro de 2014

A fada verde - e não, não se trata de absinto

Me deu vontade de contar um conto. De vez em quando me dá uma dessas. Então, vamos lá...

A Fada Verde

Foi um sábado a tarde. Estava ajudando minha mãe no jardim, quando meu pai veio e disse "reunião hoje". Eu suspirei nervosa. Minha mãe piscou para mim; só ela sabia que eu estava apaixonada por William, que era da turma de E.S. II, do lado da minha sala de Estudos Sacros I. Eu queria vê-lo muito neste fim de semana - tinha conseguido finalmente, juntando todo meu dinheiro de limpar jardim dos outros, comprar o vestido dos meus sonhos. Ele ia me ver naquele vestido. Era verde escuro com renda negra, e esvoaçava ao andar, comprimento no joelho. Formal. E despojado ao mesmo tempo. Estava grande, mas minha mãe ajustou e ficou perfeito. Me sentia adulta nele, até mesmo sexy.

Quando chegamos, sentia-me confiante. Andei para a sala dos jovens com meus amigos, enquanto via minha mãe conduzir meu irmão menor para a brinquedoteca. Meu pai sorria bonachão para os colegas. Até o ouvi falar "vamos discutir o sexo dos anjos hoje?" e todos riram a beça. William se aproximou e senti as mãos molharem. Ele me beijou no rosto, fez o mesmo nas minhas amigas, chamou Leandro de mané, e sussurrou no meu ouvido:

- Você parece uma fada neste vestido. Está linda. Acho que você me enfeitiçou. Fui encantado pela fada verde - e piscou para mim imitando o voo de uma fada afetada.
Eu ria alto.

Mas quando os pais saíram da reunião, não havia risos. Havia desespero. Minha mãe orava baixinho, meu pai roía o nó do polegar. Ele só fez isso uma vez, quando Vicente nasceu. E fazia 8 anos! Os outros pais também estavam nervosos. Mulheres chorando. Uma delas gritava histericamente. Outro tentava ser acalmado a força.

Meu pai dirigia. Apertava tanto o volante que ouvi o couro ranger. Minha mãe falava coisas desconexas. Ouvia dizer "quem devemos avisar?". Meu pai olhou furioso para ela e gritou "NINGUÉM!!!!". Vicente começou a chorar.

Chegamos em um mercado enorme. Minha mãe pegou um carrinho, meu pai outro. Ele disse que eu deveria ir com ele. Então me dá a ordem mais estranha.
- Vai e pegue todo o sabão em barra que vc encontrar. O mais barato.
- Quantos?
- Todos. Traga todos.

Obedeci, mas não pude deixar escapar um som de espanto. Estávamos regulando custos, desde que mamãe ficou desempregada. E agora aquilo?
Eu trouxe sabão. Sementes. Trouxe arroz desidratado, pacotes e mais pacotes. Enlatados. Carne defumada. Vasos? Adubo? Fiquei zangada - ia sujar meu vestido! Meu pai ordenava:
- Traga e não faz pergunta.

Enchemos 8 carrinhos e estávamos exaustos. Eu estava com tanta vergonha! Por que aquilo?
Minha mãe disse a meu pai que nos deixasse pegar o que quiséssemos. Qualquer coisa. Não ia fazer diferença. Meu irmão correu pegar brinquedos. Eu congelei no chão.
- Vai filha. Pegue o que quiser.
- Pai, esta compra vai dar uns $1.000,00 para mais! 
- Você sempre quis aquele batom, e comprar aquele bolo de nozes né? Vai, pega.

O batom nem me fazia apreço, mas o bolo sim. Era um bolo de nozes, cheio de outras coisas, que vinha em uma lata linda, negra com desenhos dourados. Minha vó tinha uma igual. Custava uns $100, e sempre ouvi meu pai dizer "só se te der de Natal!". Mas eu preferia outras coisas. Quem ganha bolo no Natal?

Peguei a lata hesitante. Ela era leve e delicada, como uma jóia.

A compra total deu $4.825,00. Nunca vou esquecer este número. Não lembro quantos carrrinhos. Nunca vou esquecer meu pai pagando em cartão Visa, o gerente vindo trazer caixas e conferindo o que estávamos fazendo, espantado. As pessoas cochichando. Meu pai fez duas viagens para casa. Ficamos eu e minha mãe no parquinho, se balançando, minha mãe mais criança que meu irmão, e eu com mais vergonha ainda.

Quando vi, estávamos em casa fazendo malas.
"Leve só jeans, camiseta e moletons, filha. E roupa íntima. Não, não leve o secador."
"Posso levar meu vestido novo?"
Minha mãe me fita com olhos tristes. Ela me abraça forte. Eu sinto suas lágrimas quentes cair na minha testa. Ela me diz "guarde dentro de sua lata. Ele vai ficar limpo, não vai estragar". Tirei o vestido, minha mãe o lavou com todo o esmero, e depois de seco o guardou na lata negra com desenhos dourados, com um lindo sachê de lavanda.
Lavanda. Não gosto do cheiro de lavanda.

Aconteceu 3 dias depois que chegamos a chácara da igreja, onde todo ano eu ia para o retiro. Quando cheguei, vi William em pé, olhando o nada. Rolavam cristais de seus olhos, iguais as minhas lágrimas.
Enquanto tínhamos energia, víamos o mundo se despedaçar. Desespero, violência. Barbáries. A jornalista na TV com mais olheiras que nós. Chorando ao vivo, perguntando "O que será de nós?".
O pastor dizendo que devíamos deixar a TV de lado e se concentrar nas tarefas. Que eram muitas. Logo não podíamos mais ver nada. Energia só dos painéis solares. Água só do poço artesiano.
Cavei dias seguidos, do lado de Leila, minha amiga. Do lado dela, mais amigos meus cavavam. Abrimos um círculo ao redor da chácara, que nenhum carro poderia passar, ninguém poderia passar sem cair lá dentro. Enchemos de espinhos. Coroas de cristo.
Coroas de cristo. Minha mãe dizia que o "leite" que sai delas é venenoso.
Cavei mais depois. Mas eram covas. Lembro de o pastor bradar "vamos persistir Naquele que nos fortalece!". Eu cheguei a pensar que o Aquele tinha esquecido de nós.

Aprendi a atirar. A plantar. A cuidar de feridos. 
De noite, nos ensinavam o que sabiam. Viam que tinha talento para trigonometria; me direcionaram para aprender a construir coisas.
Construímos barricadas. De madrugada, íamos escondidos buscar o que precisávamos na cidade. Alguns não voltavam. 
William era o melhor para atirar. Ele tinha uma barba engraçada. Ele um dia conseguiu uma lata de cerveja, me convidou para beber com ele. Estava quente, cerveja quente! Nos beijamos.
Leandro fugiu. Nunca mais voltou.
Os anos passaram. Um dia veio um homem. Nos disse "acabou! eu tenho provas aqui! tudo acabou! Amigos, saiam daí". Gritava de dentro do carro, sem armas, sem desespero.
Choramos. Nos abraçamos.

Faz um ano que saímos da chácara. Desde aquela tarde, já fazem 4 anos. 
O vento balança meu vestido verde. Verde escuro, renda negra. Eu cresci, mas emagreci tanto, que consegui ainda entrar nele. 

Ele merece isso. Merece este vestido. 
Ouço meu irmão falar alguma coisa. Ele me abraça. Eu deixo as lágrimas falarem por mim.
Ele se afasta. Olho as flores, o Sol começa a se levantar.
Abro a lata. Negra com desenhos dourados. Incrível, estava quase intacta dentro de nossa casa destruída. Meu pai a abriu e disse "Olha! Estamos ricos! Bolo de nozes! Epa, é um vestido!". Eu ri. Não tínhamos tempo para piadas, tínhamos que voltar para a chácara. Ele sabia que era perigoso. Mas ainda sim não perdeu a piada.

De dentro dela tiro as cinzas. Tentando buscar remédios, numa tarde fria, quando uma mulher deu a luz e teve complicações. Morto. Uma vida por outra.
Trouxeram-no ainda lúcido. Ele me sorriu.
- Minha fada verde.
Foi tudo que me disse. E foi para onde não posso ir ainda.
Senti a mão D´Aquele o levando ao Céu. 
Tiro as cinzas devagar. Espalho no ar, elas brilham ao Sol como pó mágico de fadas.
O vento sopra, levando William para longe. Para o tudo.
- Até breve, meu amor. Um dia voarei até você. Prometo.
O vento uiva, o Sol brilha. 
E lembro daquela tarde inocente. Em que ele foi meu sonho dourado, e eu fui sua fada verde.

*por favor, não esqueça dos meus créditos se for reproduzir o texto*


Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Elis, crochet e Monalisa

Este look que vou mostrar hoje deu polêmica...alguém (não vou dizer quem) achou muito transparente a minha blusa! Imagina, ela tem forro no busto, e os pontos do crochet são bem fechados! O inusitado é que quem fez esta blusa foi minha tia, que a usou um bom tempo antes de me presentear com ela! E ela não é nenhuma menina! Eu dei risada, mas já registrei que só poderei usar novamente com uma underwear embaixo hehehe

Calor, passeio e e visita ao Gasômetro. É, pedia uma calça. Eu resolvi ir com esta, que mandei cortar na costureira e fazer uma capri. A calça estava servindo mas estava muito curta. De acessórios, resolvi ir com meu amado chapéu, que foi parar na cabeça do marido (que também sofre com o calor), uma gargantilha, um colar com um pingente que pintei com esmalte (é, com esmalte!) e outro que fiz com contas multicolor e umas correntes, além de um anel prateado e de outro anel com uma rosa negra. Nos pés, uma sandália de dedo baixinha em um pé, sapatilha e meias no outro. 


Visão externa do prédio no Gasômetro



Sempre esqueço de mencionar a corrente prateada com pingente de cristal. É que uso sempre, até para dormir ou tomar banho, então esqueço.



Os anéis e as unhas descascadas, afinal sou humana e não rolou manicure!



Neste local, tradicionalíssimo de Porto Alegre, tem uma bela estátua de Elis Regina. Também tem, em Porto Alegre, um quarto na Casa de Mário Quintana com várias coisas relacionadas a ela: discos, pôsteres, entrevistas... Pena que achei que o local estava mal cuidado quando fui lá.


Elis se importaria de dividir palco comigo? Espero que não!


 Dentro daquele prédio que aparece nas fotos, havia uma exposição de fotos e gravuras. Encontramos esta moldura, e não resisti a bancar a Monalisa. Embora não ficou em nada parecida (eu sei deve ser por causa dos óculos escuros hehehe)!





Ah não está parecida? Deixa eu mostrar minha fúria hehehe


Eu vou aproveitar aqui e deixar um puxão de orelha na prefeitura de Porto Alegre: quem disse que as pessoas não andam na cidade e não visitam os monumentos em dias de semana? Quando conseguimos uma folga, infelizmente achamos pouca coisa aberta... E precisam abrir os olhos: os monumentos estavam muitas vezes sujos e precisando de cuidado e amor. 

Pior que onde estava aberto não tinha muita coisas para ver. Fora que onde fomos SEMPRE tem pessoas que ao invés de curtir a vista, as pinturas, a música, a história...preferem tirar foto, fazer vídeo, mandar para o Insta...Eu vou escrever um post daqueles bem mal educados aqui sobre isso, um dia!

Até lá...

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cigana gótica de chapéu

Vim mostrar um look para vocês. Este eu usei quando tive a visita dos meus sogros aqui em casa. São umas doçuras! Ficou até um gostinho de "quero mais" quando eles voltaram para a casa deles...

Este dia estava quente, mas com um ventinho gostoso. O Sol estava um pouco ardidinho, e meu rosto estava com a pele bem sensível. Escolhi não usar maquiagem por causa disso. Além do fato que meu cabelo estava SELVAGEM e tive de domá-lo com um rabo de cavalo hehe

O vestido é de algodão com uma estampa que amei a primeira vista. Ele é da Posthaus, e eu compro lá a tanto tempo que me dou ao luxo de fazer propaganda aqui (e este não é um post patrocinado!). Eu curto comprar lá porque a entrega é rápida, e tem uma variedade de roupas para tudo quanto é bolso. Outra coisa que eu gosto é que muitas vezes a roupa é fotografada em fundo branco para aplicativos de celular. O que me facilita horrores na hora de colocar no Homy Fads (não sabe do que estou falando? Clica aqui!).


O vestido no formato ideal para app, e a proposta (por isso o título do post!) de uso para clima mais frio. Você o vê aqui.

Eu adoro vestido "transformista". Chamo assim porque você pode usar no verão, e depois é só colocar uma meia grossa e pode sair num dia mais fresco. Este modelo é bem gostoso, embora o decote me dê um certo "serviço" porque ele não fica ombro a ombro, ele sobe e vai parar nos meus ombros todas as vezes.

Para usar este dia, coloquei o vestido com uma legging, já que calor + suor + perna pelada = assaduras! Sabia que íamos andar ao Sol, então era melhor evitar este probleminha. Para dar um toque a mais, resolvi colocar um corset de renda preto por cima dele. Ele é super confortável, e com o vestido por baixo não ficou quente, como achei que talvez acontecesse. Nos pés, uma sapatilha preta. Acessórios? Só brincos de gota negra e meu relógio de sempre. 

Preciso contar que fomos almoçar e na hora de ir ao banheiro, tirei o corset. Na hora de colocar de volta...arranquei o fecho! Saí com ele na mão e, claro, gerou piadas: arranquei o fecho porque não queria confessar que não conseguia colocar a peça, de tanto que comi! Eu dei risada, por confesso que foi ótimo ficar sem a peça depois de tanta comida boa! hahahahah

Quando as roupas estilo "cigana" voltaram a moda, fiquei meio "não vou ceder", porque elas exigem ausência de sutiã para realçar o decote. Meu busto é 46/48, e não usar sutiã é quase uma heresia para mim. Mas quer saber? Uso com sutiã a mostra e acho um charme. Eu não curto muito o estilo, mas este vestido acertou meu coração em cheio. Aliás, o meu e o da minha mãe, que tem um igual (mamãe é uma mulher que sabe usar um destes com uma desenvoltura que nunca vou ter, porque nela o decote fica certinho!). 

Seguem umas fotinhos:

As delícias de ser branco-leite no verão...


Uma de ladinho...Não estava braba não, estava com pressa! hehehe


Uma mostrando a sapatilha (se forçar os olhinhos) e a órtese.


E de costas, para mostrar a amarração. Eu amarro conforme este tutorial, e funciona!!


Ah e quando fui pegar o celular de volta, minha sogra veio e apareceu de relance hehehe. Beijos sogrinha!

E foi isso. 
Curtiu? Usaria corselet com vestido também? Comente!

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

domingo, 30 de novembro de 2014

Dark and rainbow - o arco íris se mistura ao preto?

Confesso que quando vejo adeptos do obscuro usando outras cores que não seja preto, vinho, roxo ou vermelho eu levo um choque! Você consegue imaginar uma gótica de branco? Eu não conseguia, até vê-la...


Portrait by Hilary Keller


Ok, ok...mas e se colocássemos todas as cores? Curiosa que sou, coloquei cor, uma a uma...Fácil: nos cybergoth acho todas as cores neon, verde e azul são muito comuns em trajes de inspiração vitoriana, cores pastel no pastel goth...


Sexy goth girl in blue latex


Mas e todas as cores juntas? É possível?




É sim possível! E o resultado é fantástico!
Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Os vícios aceitáveis - 2

No post anterior, eu falei sobre vícios e ficou a pergunta: O uso de drogas, álcool e outros temperamentos de abuso são mais aceitos quando a pessoa é alternativa?

Acho engraçado como certos comportamento são associados a alternativos. Mulheres tatuadas são promíscuas, homens de kilt e coturno são machistas, góticos são satanistas e por aí vai. Eu acho graça porque, na cabeça de muitas destas pessoas, alternativos não formam família, só trabalham na noite bebendo até cair com os clientes, ou fazendo parte de rituais satânicos para ganhar dinheiro. 

Gostaria de levar estas pessoas a conhecer algumas pessoas que conheci na vida. Tive uma amiga de faculdade que me revelou ser "da noite" (palavras dela), e eu confesso que nem imaginaria, e ninguém suspeitava. Uma outra tempos depois me disse que ganhava uns trocados na vizinhanças fazendo umas "simpatias daquelas bem malignas" em troca de dinheiro. E de novo, eu confesso que fiquei desconcertada. Ela nunca tinha falado disso e seu visual, seus hábitos, tudo nela definitivamente não transparecia. 

Eu me considero ser uma pessoa de extrema sorte por ter conhecido tanta gente diferente na vida, e ter ampliado meus horizontes desta maneira. Creio que aqueles que nos olham, com nossas caveiras, nossas cruzes, nossos olhos pintados, com nossas tatuagens, pensam muitas vezes que somos viciados em alguma coisa. Tem alternativos viciados? Tem. Tem não alternativo viciado? Tem. Tem pai de família viciado. Tem mulher de negócios viciada. E tem headbanger viciado. Tem lolita viciada. Tem otaku viciado. 

Nos anos 70 e 80, as drogas eram muito difíceis de sair de certos redutos. Quem procurava cenas alternativas, encontrava atreladas a elas drogas sendo liberadas. A necessidade de se libertar da sociedade normal, careta, levava a uma fuga onde o ápice do esquecimento muitas vezes era no fundo do copo ou no fim da carreira branca de pó. 

Músicos eram os ídolos, e os músicos se drogavam. Os anos 70 assistiram Janis, Hendrix, Morrison morrerem. Woodstock foi uma festa regada a ácido. Os Beatles, tão "fofinhos" cantavam os efeitos do ácido.  

Mas as coisas foram mudando. Vícios passaram a ser passaporte para ser descolado. Quem já andou nesta situação sabe o que estou falando. Parece que você não faz parte do grupo, simplesmente por não beber ou fumar, ou cheirar ou se chapar. 

E a medida que a sociedade ia lentamente abrindo seus olhos, vieram os outros vícios: sexo, compras, auto mutilação, internet, jogos. Estes mais sutis, mas perigosos também. Vi uma notícia de um rapaz que morreu depois de jogar Diablo 3 por 40 horas seguidas. Este é o tempo médio de trabalho semanal brasileiro. O que leva uma pessoa a isso? Prazer.

E é este prazer e aquela identificação com o grupo que citei que faz muita gente se viciar em diversos tipos de coisas. 


Eu sei que preciso me vigiar sempre, porque aquela necessidade de chocolate (que muitos achariam um exagero) poderia virar outra. E virou mesmo: durante uma boa época da vida, eu transferi aquele prazer para compras. 

Comprava pela internet que nem louca. Normalmente coisas miúdas - uma pulseira de 10 reais p.e. Mas era o tempo todo! Ficava caçando promoções na China, comprando coisas que nem eram exatamente o que precisava e queria, apenas porque estava barato. 

Estes tipos de comportamento são os mais letais porque são muito aceitáveis. Afinal, se você tem dinheiro para bancar suas compras (e eu tinha) podia ficar horas vendo roupas e outros sem me preocupar com a opinião alheia. Quem poderia dizer alguma coisa?

O que mais me entristece é que está cheio de pessoas percebendo que outra está viciado em algum comportamento mas não sabem dizer até onde aquilo faz mal. 

Eu tinha uma conhecida que era maluca por tirar fotos. Até aí, tudo bem. Mas ela tirava fotos de tudo o tempo todo! Eu não a via participar das conversas, até alguém mandar ela sossegar. Ela nunca aparecia nas fotos também. E claro, era a rainha do selfie. Mas quem pensou em avisá-la que aquilo estava fazendo mal? Ninguém. Nem eu pensei, admito. Ela se defendia dizendo que fazia parte do que esperavam dela.

Quando vejo alternativos usando sua opção por serem alternativos usando isso como escudo, como desculpa para se viciar em qualquer coisa, eu fico maluca. Isso aumenta o estigma, e você dizer "ei irmão assuma que faz isso porque quer, não porque é metaleiro" vira uma guerra. Você vira coxinha, vira careta, vira a mãe do sujeito.

Ele te evita como se você fosse algo nojento.

O caminho de qualquer vício é tão sinuoso e tão complexo quanto um labirinto dentro do mar. Se alguém tenta alertar levando a superfície, cabe a quem decidir nadar de volta assumir. E receber ajuda se precisar. Eu sou gótica, e não há uma lei que diga "góticos tem que beber vinho até ficarem loucos". Mas aquele que for beber, não vou jogar pedra. Mas que não me diga "faço isso porque sou deste grupo", "faço isso porque a sociedade me obriga", faço isso porque é o que esperam que eu faça". Se for uma exigência daquela subcultura, pense bem se você realmente está no lugar certo.  

Nenhuma subcultura alternativa pode exigir que você faça algo que vai te ferir, te chatear, ou te prejudicar sem seu consentimento. Seja se endividar em compras pra manter o estilo lolita; seja tomar ácido para curtir o show de metal; seja fazer sexo com pessoas que você não está afim só porque são góticos; seja cair de tanto beber por ser punk; seja fumar erva porque é grunge; seja pintar o cabelo fantasia para ser otaku. Porque é isso, a imposição de alguns dentro destas subculturas, que nos fazem todo dia lutar para mostrar aos pais, a amigos, a sociedade, que não é porque somos de outra mentalidade que sempre vamos fazer algo que não queremos.

Seja qualquer coisa que for dita, somos antes de tudo pessoas que pensam. Pessoas que tem uma cabeça e que devem sempre usá-la junto de sua vontade. 

E minha vontade não é imposta por ninguém.

Carpe diem, carpe noctem, finis est initium.

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